[VIENA 2015, porque não?] Suíça


O PAÍS

Os famosos relógios, os deliciosos chocolates, os queijos, as montanhas, a neve, a trompa alpina, os referendos constantes e as desejadas contas bancárias, são ícones que nos identificam imediatamente com um belo país Europeu, a Suíça. Oficialmente conhecida pela Confederação Suíça (1291), é uma República Federal composta por 26 estados, chamados de cantões, com Berna como a sede das autoridades federais. O país está situado na Europa Central, faz fronteira a norte com a Alemanha, a oeste com a França, a sul com a Itália e a leste com a Áustria e Liechtenstein. Encontra-se dividida geograficamente pela Jura (cordilheira), Planalto Suíço e pelos Alpes. É constituída por quatro principais regiões linguísticas e culturais: alemão, francês, italiano e romanche. Desta forma, os suíços não formam uma nação no sentido de uma identidade comum étnica ou linguística. O forte sentimento de pertencer ao país é fundado sobre o histórico comum, valores compartilhados (federalismo, democracia direta e neutralidade histórica) e por todo o simbolismo Alpino.

A sua qualidade de vida, a segurança, a centralidade e a sua riqueza sempre atraíram cidadãos de outros países. Os portugueses não são exceção: sempre viram este país como uma excelente possibilidade de mudança de vida. A comunidade portuguesa na Suíça é considerável, o que juntamente com todas as outras dão inúmeros contributos para a sua multiculturalidade.

A História deste país remonta a 500 a.C. com a existência na região de uma tribo Celta, os Helvécios. Com a chegada do Império Romano tudo ficou em seu poder até ao ano 400 d.C. Com a sua queda, as invasões germânicas através dos Burgúndios, Alamanos e Lombardos, ocuparam o território. Em 1291, é formada a Confederação Helvética e até à Revolução de 1782, a Suíça atravessa um longo período de revoluções, guerras e invasões contra o Antigo Regime. Com a chegada de Napoleão e de todas as alterações a nível político e estratégico, surgiu a República Helvética que teve uma duração curta, devido à sua não aceitação e à forte ditadura napoleónica. Após a sua derrota na Batalha de Waterloo, houve um regresso ao sistema federal e as fronteiras tomaram a forma que têm na actualidade. Durante o século XIX, a Confederação Helvética foi progredindo para se tornar numa democracia moderna. O impulso provocado pelo sector industrial levantou a sua economia. Surgiram aqui as primeiras regras laborais. A famosa neutralidade suíça evitou que fosse invadida durante as duas Grandes Guerras. A 20 de Maio de 1992 assinou o acordo para a sua adesão à União Europeia, mas um referendo no mesmo ano e 50,3% dos votos afastou a sua intenção. Apesar de não ser membro da EU, este país tem inúmeros acordos com a comunidade. Devido à notória neutralidade suíça, Genebra foi escolhida para sediar um grande número de organizações de cooperação internacional, tais como: o Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICR), a Organização das Nações Unidas (ONU), a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Organização Meteorológica Mundial (OMM),entre outras. Alberga também mais de 250 organizações não governamentais (ONG). A UEFA está sediada em Nyon e a nossa “familiar” EBU escolheu também Genebra para se instalar.

Diversas personalidades famosas tiveram o seu berço em terras helvéticas, entre elas: João Henrique Pestalozzi (pedagogo/ reformador da educação), Roger Federer (tenista), Joseph Blatter (economista/presidente da FIFA), Mario Botta (arquitecto contemporâneo), Heidi (personagem duma obra literária, criada por Johanna Spyri e adaptada à televisão por uma empresa japonesa, que conta as aventuras duma menina órfã nos Alpes Suíços), Johanna Spyri (escritora de várias obras, destacando-se Heidi), Ursula Andress (actriz/primeira bond girl), Paul Klee (pintor-expressionista, cubista, abstraccionista e surrealista), entre muitos outros.

PERCURSO NA EUROVISÃO

Este país abraçou o projecto eurovisivo desde o seu primeiro momento, e foi na cidade de Lugano, em 1956, que começou o ESC. Nesse mesmo ano a vitória foi para a casa através do “Refrain” da Lys Assia. Voltou à vitória em Dublin, em 1988, com a canadiana Céline Dion e “Ne Partez Paz Sans Moi“. Ao longo dos anos foi conquistando três segundos lugares (1958, 1963 e 1986), três terceiros lugares (1961, 1982 e 1993) e inúmeros TOP 10. Mas desde a implantação do processo Semifinal conseguiu alcançar a Grande Final apenas por 4 vezes (2005, 2006, 2011 e 2014), ficando de fora por seis vezes. Mas este país também tem um historial interessante de últimos lugares, nem mais, nem menos do que sete vezes (1964, 1967, 1974, 1998, 2004, 2010 – sf- e 2011), das quais em quatro vezes teve null points (0 pontos), (1964, 1967, 1998 e 2004). Quem não se lembra da emoção do Piero a cantar o “Celebrate” e a tentar comer o microfone? A procura por um novo primeiro lugar continua anualmente e em caso de vitória a Suíça está preparada para receber o concurso. Quatro arenas têm todas as condições para o Festival, são elas: a PostFinance-Arena em Berna, a Hallenstadion em Zurique, a St. Jakobshalle em Basileia e a SEG Geneva Arena em Genebra.

EM 2015... PORQUE NÃO?

Assim sendo, quem deveria concorrer ao Die Grosse Entscheidungsshow (Final nacional Suíça) e tentar ganhar o passe para Viena e voltar a colocar este país no Top?

Lunatica – Banda de Metal Sinfónico/ Metal, nasceu em Suhr, em 1998. Um estilo muito diferente do usual na Eurovisão e nunca enviado pelos helvéticos. Uma boa proposta dentro do seu estilo e uma apresentação poderosa, poderia trazer um bom resultado para este país.



Remady – (Marc Würgler), é um produtor musical/DJ de Zürich, nascido em 1977, faz do House e do Electro House o seu trabalho. Numa parceria com um bom cantor poderia ser uma opção moderna para conquistar um público mais novo e afastado do ESC.



Myron – Duo fundado em 2003, em Basel, composto por Manuel Gut (voz) e Chris Haffner (guitarra e voz). Cantam sempre em Inglês e dentro dos estilos Pop/Rock. As vozes são perfeitas e as canções simples, mas que se poderiam ouvir numa rádio qualquer. Com uma canção dentro do seu estilo poderiam fazer a diferença.



Eluveitie – Banda de Folk Metal e Celtic Metal com sucesso um pouco por toda o Mundo. Surgiu em 2002 em Winterthur, as suas sonoridades Celtic Folk com influências de Death Metal Melódico dão-nos um produto final diferente e uma agradável surpresa. Uma aposta dentro do género iria agradar uma boa parte da Europa e seria uma novidade para o concurso.



Yasmina Hunzinger – Nasceu em Basileia, em 1977. Tem formação vocal clássica e é cantora, compositora e professora de canto. Participou no The Voice of Germany (season 1) e foi eliminada sem chegar à final. Em 2014, foi finalista no Die Grosse Entscheidungsshow para tentar representar a Suíça no ESC e ficou em 2º. Pela sua excelente voz e poder para as grandes baladas, poderia ser uma boa opção.



Chiara Dubey – Nasceu a 10 de Setembro de 1993. Esta jovem e bela cantora, um pouco tímida, estuda violino e participou já em várias competições, incluindo na selecção para representar o seu país na Eurovisão em 2012 e 2013. Na primeira vez, ficou em 3º lugar com a canção “Anima Nuova” e na segunda vez, ficou em 5º com “Bella Sera”. Uma canção intimista e simples poderia dar um bom lugar.



Kataleya - Cantora brasileira, mas que vive na Suíça desde os 4 anos. Desde sempre demonstrou um grande interesse para a musica e partilhou já o palco com grandes artistas. A sua imagem exótica e a sua voz, dão ao kizomba, um toque bem especial. Porque não tentar?



Paolo Meneguzzi – O representante suíço de 2008 e apesar de ser um dos favoritos a chegar à Final de Belgrado, não conseguiu ultrapassar a Semifinal 2, ficando em 13º lugar. Venceu o Viña del Mar International Song Festival, em 1996. Pop é a sua praia e as suas canções são quase sempre em italiano. Merecia uma nova oportunidade, mas com uma canção ainda mais forte e se possível em italiano.



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Fonte e Imagem: ESCPortugal; Vídeos: YOUTUBE

4 comentários:

  1. parabes Paulo Morais pelo trabalho de pesquisa

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  2. Adoro a Chiara Dubey!!! tem temas excelentes

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  3. Faltam as melhores de todas, cantoras que penso se dariam muito bem no ESC, pois os seus géneros musicais conquistam vários públicos.
    São elas Stefanie Heinzmann - http://www.youtube.com/watch?v=tbrVS50Plow
    e Edita Abdieski - http://www.youtube.com/watch?v=ct2w4yzIgEg

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  4. Eluveitie...uiii seria fantástico :) (Outro sonho meu alem dos WT pela Holanda).

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